Não é difícil compreender os ETs

R$32,00

Laís Chaffe

Contos

Editora Casa Verde (2002)

Qtd

 

Contos de Laís Chaffe. Uma mulher que discute a maternidade com um de seus óvulos. Um casal de estudantes de medicina que entra num perverso jogo envolvendo partes de cadáveres. A metamorfose de uma jovem em árvore, após ter engolido uma semente de laranja. Um homem que vende os próprios órgãos ainda em vida. Essas são algumas das situações criadas pela gaúcha Laís Chaffe nas histórias de Não é difícil compreender os ETs. São 22 contos, divididos em duas partes. A primeira, com o mesmo título do conjunto, é marcada pelo humor – às vezes, tragicômico. Na segunda, intitulada Valsa do Poderoso Chefão, o tom é mais dramático; em alguns casos, poético. A personagem Laura, que o leitor já havia conhecido em um dos contos do primeiro grupo, agora aparece com mais frequência, assim como os textos alegóricos. Não é difícil compreender os ETs foi escolhido pelos jornalistas do programa Cafezinho, da rádio Pop Rock de Porto Alegre, como um dos melhores livros entre os lançados em 2002.

AGE (distribuição Casa Verde), 112p, 2002, 14 x 21

ISBN: 85-7497-099-0

 

Depoimentos:
(…) Não é difícil compreender os ETs guarda a mesma prosa inventiva, ligeira, inteligente, que já havia me surpreendido há alguns dias comTelesserviços. Não é difícil gostar. Parabéns, fica aquela certeza de que é só o começo. Há momentos antológicos e personagens que demonstram desde já o destino ascensor; Cândida Rosa e Edmilson José que o digam.
Obrigado pelo prazer da leitura. Li com sede, vou reler com sofreguidão.Fernando Neubarth
Médico e escritor


(…) destaco O retrato do velho (a força do simbólico sobre a realidade), Por que parei (um mini-tratado sobre a função da literatura na vida do autor, que fica ainda mais forte porque a narradora não percebe a grandiosidade da coisa, deixando essa conclusão para o leitor – gosto demais desse tipo de literatura, que é clara e impactante para o leitor sem necessariamente que a reflexão saia das palavras dos personagens, ou até o contrário, quando o personagem tem uma reflexão claramente equivocada a respeito de sua realidade existencial), Valsa do poderoso chefão (com o subtexto mil vezes maior que o texto), Salto (uma inversão fantasiosa que nos remete aos verdadeiros valores, o que é irônico, no mínimo), e Freeways(código delicioso no qual ficou, pra mim, faltando aquela última pecinha decifratória, o que deu o mérito maior do texto).

Leonardo Brasiliense

Escritor



(…) Li “de uma sentada”, como se costuma dizer por aqui, e gostei muito. As histórias são curiosíssimas, todas inusitadas e muito estranhas, para além do que se pede de um bom conto. (…)

Gosto muito de contos curtos, (…) e tenho profunda admiração por quem consegue escrevê-los mais longos, sem com isso pôr em risco a atenção do leitor. No teu caso, tens estofo linguístico e humano para fazê-los de qualquer tamanho (…)

Monotonia é um belo conto, desses que desacomodam o leitor à medida que a história avança. É muito bem realizado. Em Por que parei encontrei ecos de Borges e Kafka. Moça sonhando com Veneza e Um cachorrinho pequinês completam o quarteto dos que mais gostei. Este último me lembrou os belos contos de infância do Faraco.

Luiz Paulo Faccioli

Escritor, crítico
Peso 245 g
Dimensões 21 x 14 x 1.5 cm
Sobre a autora

Laís Chaffe (Porto Alegre/RS) idealizou e está à frente do projeto de estímulo à leitura Cidade Poema (www.cidadepoema.com) e da editora Casa Verde (www.casaverde.art.br). Publicou os livros Não é difícil compreender os ETs, Minicontos e muito menos, Carne e trigo, Medusa.

Diretora e roteirista do curta-metragem Identidade (2002, série Histórias Curtas da RBS TV), roteirista e produtora executiva do curta Colapso (2004, RBS TV) e roteirista, produtora e diretora do documentário Canto de cicatriz, Prêmio Direitos Humanos no Rio Grande do Sul/2005 (Unesco e Assembleia Legislativa), prêmios Galgo Alado de melhor vídeo independente brasileiro e melhor vídeo social no Gramado Cine Vídeo 2006, prêmio Destaque Feminino no II Festival Tudo Sobre Mulheres 2006 (Chapada dos Guimarães/MT), menção honrosa na 33 ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia/2006 e menção especial do júri da Federação Internacional dos Cineclubistas no II Festival Internacional de Atibaia (SP/2007).

Participou de diversas antologias, entre elas: Blasfêmeas: mulheres de palavra (2016, org. Marília Kubota e Rita Lenira Bittencourt), Festschrift para Assis Brasil (2015, org. Gabriela Silva, Roberto Schmitt-Prym e Rubem Penz), Coletânea de poesia gaúcha contemporânea (2013, org. de Dilan Camargo), Contos do novo milênio (2006, org. de Charles Kiefer), Poemas no Ônibus 2002 e 2004, Contos de bolso (2005), Contos de bolsa (2006), Contos de algibeira (2007), Contos comprimidos (2008). Integra a Academia Literária Feminina do RS. Entre 2012 e 2014, foi diretora do Instituto Estadual do Livro (IEL).

site da autora: http://www.chaffe.com.br

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